18.7.26
Manual da puta - Treino muscular
É evidente que treinar a vagina exige, sobretudo no início, concentração, persistência, algum esforço e sobretudo um homem pacífico, colaborador, resistente, jovem e seguro, controlado, tranquilo ou virgem. Os virgens não sabem se o que estamos a fazer é o que imaginam ser o habitual. Em alternativa, não é de todo afastada a possibilidade de os amarrarmos à cama de modo a que não consigam mexer um pelo (esteja ele onde estiver).
Convém, para início do processo, enfiarmos na vagina, até à base, o pénis colocado estrategicamente por baixo de nós. Pode causar algum incómodo que depressa esquecido, porque estamos atentas ao movimento seguinte. Nada que não se possa atirar para trás.
É necessário fazer descer todos os nossos sentidos para a massa rija, cilíndrica, que nos ocupa a vagina. Procuremos apertar o pénis encravado, até lhe sentir o pulsar da glande. Se o conseguirmos, com mais um pequeno esforço faremos com que a vagina se aperceba do formato daquilo que a preenche. O arredondado da glande, o sulco, a pulsante massa dos corpos cavernosos, as veias e as artérias que nos escaldam as paredes do sexo.
É evidente que o processo é moroso, mas indiquei já as características da cobaia.
Para iniciação creio que por agora basta. Quando perceberem que tiveram sucesso neste primeiro passo, podem desatar a gemer, a gritar e a bradar por todas as divindades que conheçam, porque merecem ser muito bem recompensadas.
Passaremos à "lição" seguinte, quando me aprouver e considerar que o tempo empregue neste primeiro exercício já foi o suficiente e já surtiu os efeitos desejados.
14.7.26
Manual da puta - O esvaziamento
Aprender a masturbar um homem é um dos passos essenciais da aprendizagem da puta.
Não é tão simples como aparenta. Poucos são os homens que o sabem fazer e raros são os que conseguem prolongar a masturbação até a um estádio de quase suplício, de quase transe.O segredo está em impedir que o homem controle o acto. Podemos atar-lhe as mãos, convencendo-o que é seguro. Normalmente, resistem durante uns minutos, mas não conseguem suportar a atracção pelo perigo e a excitação que é sentirem-se domados e indefesos.
Após ter atado o homem, podemos percorrer com os dedos o algodão das cuecas. Sentir-lhe o pénis endurecer, percorrendo os caminhos que desenha. Ligeiras pressões são aconselhadas, mas de breve duração. Os testículos podem ser apalpados e enquanto vamos caminhando pela erecção devemos estar atentas ao latejar da glande. Fazer com a glande surja do interior das cuecas ou dos boxers é o início da aventura. Afagamos o cetim quente de forma muito suave, até conseguirmos que o prepúcio desça por completo. Temos a glande toda inteira. É necessário que saibamos contornar-lhe o meato, acariciando ao mesmo tempo a superfície lisa. A polpa dos dedos é usada neste processo, mas a nossa palma da mão aberta pode deslizar rodando sobre a glande até a sentirmos demasiado rija.
Podemos agora libertar o pénis todo.
A ajuda do lubrificante natural masculino é favorável, mas tardia. Devermos ter um óleo próximo para que consigamos que o atrito deixe de existir e que a nossa mão fechada desça e suba lentamente quase sem tocar o corpo do pénis. O ritmo tem de ser lento e o movimento não pode ser uniforme. O pulso pode orientar a direcção em que o pénis é manobrado. De acordo com a minha experiência, quatro ou cinco investidas rápidas devem ser seguidas de outras tantas vagarosas e mais apertadas em que a glande é coberta por completo. Os testículos devem ser manuseados sem um cuidado exagerado. Podemos apertá-los ou fazê-los subir com a mão livre, rodá-los ou apenas acariciá-los. São os seus movimentos interiores que nos avisam do estado de excitação do homem. Quando os testículos sobem em demasia, aproxima-se o orgasmo e é chegado o momento de abrandarmos. Quando o latejar insistente do pénis acalmar, podemos voltar à tarefa, usando desta vez as duas mãos.
Nesta operação não podemos esquecer que a glande é um alvo privilegiado. Podemos concentrar toda a nossa atenção aqui. Neste processo, não há qualquer restrição aos movimentos. Estão focados na glande e é permitido rodar a mão fechada sobre a sua superfície, exercer pressões diferentes e percorrer-lhe todo o formato. Não podemos esquecer também que o freio é um dos pontos chaves desta manipulação. Um dedo insistente nesse recanto, proporciona um prazer substancial.
É incrível a sensação de masturbarmos um homem que tem as mãos atadas. Excita-nos de uma forma brutal. Podemos e devemos prolongar o acto até que ouvir súplicas e gemidos desesperados. O número de manobras das nossas duas mãos oleadas (é um erro pensar que só devemos usar uma) é infindável e vai desde um acelerado ou demorado desce e sobe, até a um rodopiar do nosso punho sobre a glande ou sobre o corpo todo do pénis que não pode ser poupado, por alguns movimentos, à dor de se sentir completamente esgaçado. A alternância do movimento lento e do movimento rápido, as diversas pressões sobre a erecção e sobretudo a amplitude do masturbar, que pode ir da completa exposição da glande até ao seu desaparecimento tapada pelo prepúcio, são manipulações que exigem treino e sobretudo atenção á textura e comportamento dos testículos. São eles que ditam o momento do orgasmo e nos avisam que é tempo de deixar que as golfadas de esperma esvaziem o homem. O períneo e mesmo o anûs podem ser do mesmo modo acariciados. Por muito que os ouçamos ganir, todos os homens acabam por se contorcer de prazer e a erguer o rabo quando são bem manobrados.
A masturbação não acaba aqui. A ejaculação é apenas um dos últimos momentos que é bom provocar. O esperma é, sempre foi, um belíssimo lubrificante. Podemos continuar até ao esvaziamento total a manipular o pénis.
Não esqueçamos:
O homem, masturbado por nós, tem de sentir que já nada tem para dar a não ser aquele perfume que tanto desejamos e que nos parecu demasiado caro.
11.7.26
Manual da puta - 1.ª parte
A primeira fase da aprendizagem é sempre a mais penosa.
É preciso que nos concentremos no estudo do corpo masculino, excluindo dele o prazer. Necessitamos de o perscrutar, de perceber os mecanismos que o levam ao orgasmo e de aprender como reage ao nosso toque.
Difícil é o necessário controlo sobre a excitação que sentimos. É fácil montar e desbravar um homem até à exaustão do nosso desejo, mas resistir à inconsciência provocada pelo prazer exige tenacidade. Conhecer um pénis erecto, o contorno dos testículos, as suas veias, o seu pulsar, o modo de latejar quando lhe tocamos com a língua, a rigidez que anuncia os jactos de esperma ou o modo como a glande se contrai no apertar dos nossos dedos, sem pedir para o ter cravado em nós a destruir-nos pelas labaredas, é imprescindível à nossa arte.
Comecemos cedo a tentar reconhecer o caminho.
A tarefa é facilitada quando somos capazes de fingir inocência. Podemos ser tímidas e ingénuas, temerosas perante a força do macho erguido. Se o convencermos disso, colabora mantendo uma atitude incestuosamente paternal de quem se deixa ser o primeiro chão que exploramos. Deixemos que pense que é ele que dança a coreografia que acredita que é dele.
Não é certo, é mesmo desaconselhável, que nestas primeiras incursões tenhamos o orgasmo merecido, mas o que retemos é suficiente para nos saciar, pelo menos temporariamente, a urgência de sermos perfeitas.