Mostrar mensagens com a etiqueta putas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta putas. Mostrar todas as mensagens

8.7.26

Notícias de putas

Estive ontem atenta à reportagem sobre prostituição.
Não que me desperte interesse as discussões acerca do assunto. São-me indiferentes as opiniões de intelectuais e estudiosos (nem sempre coincidem) acerca de matérias que nunca irão entender a não ser que as paguem. O que realmente me chamou a atenção foi a peça jornalística sobre as “prostitutas de luxo” ou “acompanhantes”. A imagem que é dada da mulher que escolheu ser puta nesta “categoria” ou é falsa ou tenho de admitir que deixei de compreender o mundo em que me situo. Jamais uma “acompanhante de luxo” permite uma exposição daquelas e jamais será capaz de inscrever o nome e a imagem num site destinado a captar clientela. Nunca conseguirá ser tão vulgar, tão banal e tão grosseira como os sapatos de plataforma, as meias pretas rendadas, a lingerie rançosa e pretensamente erótica ou os jeans rasgados nas coxas apertadas. Nunca palrará daquela forma primária e nunca usará os paupérrimos estratagemas de “engate” que parecem comuns a estas putas iludidas.Tendo em conta a qualidade do produto que oferece, o preço é elevadíssimo.
Que ninguém se iluda. 200€ por hora e 800€ por noite significa a mais abjecta decadência para uma verdadeira puta de luxo.
Pobre jornalismo comido por putas.

Em Roma sê puta

Na Roma Antiga existia um incrível e complexo sistema hierárquico para as prostitutas. Vejamos:

Delicatae – nível mais elevado. Mulheres sustentadas por homens ricos; 
Famosae – filhas e esposas, de famílias ricas que se prostituíam por prazer; 
Meretrix – prostitutas profissionais, de carreira; 
Prosedae – mulheres que esperavam diante dos bordéis pelo fregueses; 
Nonariae – passeantes nocturnas proibidas de aparecer antes da hora nona; 
Mimae – actrizes mímicas, invariavelmente prostitutas; 
Cymbalistriae – tocadoras de címbalos; 
Ambubiae – cantoras; 
Cithatistriae – harpistas que deambulavam ao luar; 
Scortum – prostitutas vulgares; 
Scorta erratica – prostitutas ambulantes que palmilhavam as ruas; 
Busturiae – deambulavam pelos funerais para consolar os infelizes enlutados; 
Copae – empregadas de tabernas e de quem deriva a palavra “Cópula”; 
Doris – dotadas de beleza particular que actuavam nuas; 
Lupae – lobas, conhecidas pelo uivo que davam quando fingiam o orgasmo e pelas suas habilidades com a língua; 
Aelicariae – raparigas em padarias que vendiam bolos com forma de falos. Atendiam os clientes enquanto o pão estava no forno – fornix – daí a palavra “fornicação”; 
Noctiluae – passeantes nocturnas; 
Blitidae – empregadas de taberna de classe inferior que vendiam bebidas baratas; 
Gallinae – prostitutas com tendência carteirista (debicavam qualquer coisa e espalhavam tudo à volta, como as galinhas); 
Diobolares – prostitutas que praticavam sexo pela pechincha de 2 óbolos; 
Amasiae – amadoras entusiastas danadas; 
Quadrantariae – as que já mereciam a reforma.

Não é difícil perceber que muitos destes grupos sobreviveram e que, indiscutivelmente, eu faço parte do primeiro, embora não rejeite mais alguns.