De acordo com a L. “o que não cabe na boca, não cabe em lugar nenhum”.
A cantiga do bandido que nos fala de “gargantas fundas” pode ser entoada pelo macho convencido, mas longe de perceber que o palco, na esmagadora maioria das vezes, não tem parceira de cantorias. Não há gargantas fundas com o clítoris que surge nos seus confins, deslocado. A boca que consegue “engolir” o comprimento total de um pénis é experiente, controlada e pertence a uma altruísta mulher que se convenceu que o gozo profundo do mestre é um dos seus maiores objectivos na vida. Raras são as fêmeas que sentem prazer no controlo do vómito provocado pelo embate da glande no fundo da garganta.
A experiência é essencial. O treino imprescindível para que a manobra se faça com algum sucesso.
Uma das primeiras formas de se caminhar é o conhecimento completo da glande.
Esta magnífica porção de prazer pode ser explorada até ao orgasmo. Basta que a língua a reconheça e aprenda a manobrar todas as suas escondidas possibilidades e todos os seus discretos recantos.
O toque da língua no meato deve ser exploratório sem ser forçado. Percorrer o lanho com saliva, fazer correr a humidade dos lábios pelo sulco, rodear a carne boleada com o aro da boca, fazer-lhe o ninho com a língua dobrada enquanto movemos as estrias salivadas dos dentes sobre o seu quase doloroso latejar, exige pouca concentração e é fácil exercício.
Se acompanharmos esta viagem subtil da boca pela glande por um passear de dedos nos testículos, por um vagaroso vai-vém da palma da mão pelo tronco erecto, o anúncio da rigidez que pronuncia a ejaculação torna-se evidente.
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