Na Roma Antiga existia um incrível e complexo sistema hierárquico para as prostitutas. Vejamos:
Delicatae – nível mais elevado. Mulheres sustentadas por homens ricos;
Famosae – filhas e esposas, de famílias ricas que se prostituíam por prazer;
Meretrix – prostitutas profissionais, de carreira;
Prosedae – mulheres que esperavam diante dos bordéis pelo fregueses;
Nonariae – passeantes nocturnas proibidas de aparecer antes da hora nona;
Mimae – actrizes mímicas, invariavelmente prostitutas;
Cymbalistriae – tocadoras de címbalos;
Ambubiae – cantoras;
Cithatistriae – harpistas que deambulavam ao luar;
Scortum – prostitutas vulgares;
Scorta erratica – prostitutas ambulantes que palmilhavam as ruas;
Busturiae – deambulavam pelos funerais para consolar os infelizes enlutados;
Copae – empregadas de tabernas e de quem deriva a palavra “Cópula”;
Doris – dotadas de beleza particular que actuavam nuas;
Lupae – lobas, conhecidas pelo uivo que davam quando fingiam o orgasmo e pelas suas habilidades com a língua;
Aelicariae – raparigas em padarias que vendiam bolos com forma de falos. Atendiam os clientes enquanto o pão estava no forno – fornix – daí a palavra “fornicação”;
Noctiluae – passeantes nocturnas;
Blitidae – empregadas de taberna de classe inferior que vendiam bebidas baratas;
Gallinae – prostitutas com tendência carteirista (debicavam qualquer coisa e espalhavam tudo à volta, como as galinhas);
Diobolares – prostitutas que praticavam sexo pela pechincha de 2 óbolos;
Amasiae – amadoras entusiastas danadas;
Quadrantariae – as que já mereciam a reforma.
Não é difícil perceber que muitos destes grupos sobreviveram e que, indiscutivelmente, eu faço parte do primeiro, embora não rejeite mais alguns.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Seja cordial, sociável e cortês. Tenha sempre presente que eu não estou em sua casa.