7.08.2026

Em Roma sê puta

Na Roma Antiga existia um incrível e complexo sistema hierárquico para as prostitutas. Vejamos:

Delicatae – nível mais elevado. Mulheres sustentadas por homens ricos; 
Famosae – filhas e esposas, de famílias ricas que se prostituíam por prazer; 
Meretrix – prostitutas profissionais, de carreira; 
Prosedae – mulheres que esperavam diante dos bordéis pelo fregueses; 
Nonariae – passeantes nocturnas proibidas de aparecer antes da hora nona; 
Mimae – actrizes mímicas, invariavelmente prostitutas; 
Cymbalistriae – tocadoras de címbalos; 
Ambubiae – cantoras; 
Cithatistriae – harpistas que deambulavam ao luar; 
Scortum – prostitutas vulgares; 
Scorta erratica – prostitutas ambulantes que palmilhavam as ruas; 
Busturiae – deambulavam pelos funerais para consolar os infelizes enlutados; 
Copae – empregadas de tabernas e de quem deriva a palavra “Cópula”; 
Doris – dotadas de beleza particular que actuavam nuas; 
Lupae – lobas, conhecidas pelo uivo que davam quando fingiam o orgasmo e pelas suas habilidades com a língua; 
Aelicariae – raparigas em padarias que vendiam bolos com forma de falos. Atendiam os clientes enquanto o pão estava no forno – fornix – daí a palavra “fornicação”; 
Noctiluae – passeantes nocturnas; 
Blitidae – empregadas de taberna de classe inferior que vendiam bebidas baratas; 
Gallinae – prostitutas com tendência carteirista (debicavam qualquer coisa e espalhavam tudo à volta, como as galinhas); 
Diobolares – prostitutas que praticavam sexo pela pechincha de 2 óbolos; 
Amasiae – amadoras entusiastas danadas; 
Quadrantariae – as que já mereciam a reforma.

Não é difícil perceber que muitos destes grupos sobreviveram e que, indiscutivelmente, eu faço parte do primeiro, embora não rejeite mais alguns. 

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