O Sr. P. ofereceu-me propositadamente uma pulseira de pequeninos brilhantes que devo colocar no tornozelo apenas quando o recebo. Obedeço , até porque não tenho a ousadia de dar nestes casos passadas muito brilhantes.
Sei que me devo despir, mas ficar com os meus sapatos pretos de tacão agulha, perigosos no jogo que ele gosta que inicie.
Deita-se na cama, nu e fica à espera.
Não é feio. Tem um corpo musculado, ainda jovem e definido, mas traz entranhado o perfume da mulher, Givenchy, que me enjoa e me agonia.
Pede para que o calque.
Confesso que receio que a agulha do tacão se entranhe na carne e o apunhale. Diz que é rijo e que aguenta. É “couro curtido pelo sol” e eu avanço pelo deserto, pouco convencida.
Procuro pousar apenas a sola do sapato. Geme enquanto o sangue lhe invade o pénis grosso e curvo. Nunca percebi se aquela excitação se deve ao cravar do meu pé sobre o abdómen, ou se é a visão privilegiado do meu rabo que lhe provoca o inferno no meio das pernas.
Suplica-me que lhe esmague o pénis, devagar.
Às vezes, há dentro de mim, qualquer bicho a sorrir que imbeciliza a situação que o homem exige que recrie.
Piso-lhe o tronco duro, a latejar, os testículos volumosos e atractivos, até o sentir começar a arfar, quase a ganir, quase a chiar, como se sofresse de uma qualquer patologia respiratória.
Sei que nessa altura tenho de me apressar, baixo-me e ofereço-lhe a vagina aberta e húmida, levanto-lhe o pénis a ferver e cravo-o dentro de mim até ao fundo.
O homem ejacula de imediato. Um jacto de esperma quente e poderoso que me encharca, invade, enche e escorre devagar e espesso pelos dois testículos já pendentes.
É um cliente fácil e muito despachado.
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